O Conselho de Sentença da 2.ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus condenou Antônio Márcio Silva de Castro a 66 anos, 10 meses e 15 dias de reclusão pelos crimes de feminicídio contra a ex-companheira, Manuella Sabrina Barros Queiroz, e homicídio qualificado contra o atual parceiro dela, Victor Hugo de Oliveira Flores da Silva. O julgamento ocorreu na terça-feira (24), no Fórum de Justiça Ministro Henoch Reis. Conforme a denúncia, o crime foi praticado na manhã de 8 de junho de 2025, no bairro Novo Aleixo, quando o réu invadiu o prédio residencial onde a vítima morava e efetuou disparos de arma de fogo.
Durante o julgamento, o Conselho de Sentença rejeitou as teses defensivas que pleiteavam a desclassificação do feminicídio para homicídio simples e o reconhecimento de legítima defesa em relação à morte de Victor Hugo. O Ministério Público sustentou a qualificadora de feminicídio no contexto de violência doméstica e familiar, com incidência de causa de aumento de pena pela presença física de descendente da vítima no local do crime. Pela morte de Manuella Sabrina, a pena fixada foi de 48 anos, 1 mês e 15 dias; pelo homicídio qualificado de Victor Hugo, 18 anos e 9 meses.
O magistrado presidente do Júri determinou a execução provisória da pena, negou ao réu o direito de recorrer em liberdade e fixou o regime inicial fechado para cumprimento da sentença. O processo nº 0157312-87.2025.8.04.1000 foi presidido pelo juiz Leonardo Mattedi Matarangas. Atuaram na acusação o promotor de Justiça Gabriel Salvino Chagas do Nascimento, com assistentes de acusação, enquanto a defesa foi exercida por advogados constituídos nos autos.

