A prévia da inflação oficial de novembro mostrou alta de 0,20% no IPCA-15, resultado que fez o acumulado em 12 meses atingir 4,5%, exatamente o limite superior da meta estabelecida pelo governo. O índice vinha de 4,94% no período encerrado em outubro e não atingia o patamar de 4,5% desde janeiro de 2025. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Entre os nove grupos pesquisados, sete tiveram elevação na passagem de outubro para novembro. As maiores influências vieram de despesas pessoais, que avançaram 0,85%, saúde e cuidados pessoais, com alta de 0,29%, e transportes, que registraram 0,22%. Alimentação e bebidas teve variação de 0,09%, enquanto artigos de residência e comunicação ficaram no campo negativo, com quedas de 0,20% e 0,19%. Instituições financeiras consultadas pelo Boletim Focus estimam que o IPCA encerre 2025 em 4,45%, dentro da banda de tolerância da meta, que é de 3% ao ano, podendo chegar a 4,5%.
O IPCA-15 utiliza metodologia semelhante à do IPCA cheio, mas com coleta antecipada de preços, realizada entre 14 de outubro e 13 de novembro, e abrangência menor, com pesquisa em 11 regiões metropolitanas, além de Brasília e Goiânia. Ambos os índices medem a inflação para famílias com renda de 1 a 40 salários mínimos. O IPCA definitivo de novembro será divulgado em 10 de dezembro.

