O Produto Interno Bruto (PIB) do Amazonas alcançou R$ 161,7 bilhões em 2023, registrando crescimento de 2,05% em volume frente ao ano anterior. Mesmo após um período marcado pela severa seca que afetou a navegação e interrompeu por cerca de 50 dias a chegada de navios a Manaus, o estado demonstrou resiliência econômica. A instalação de portos temporários ajudou a reduzir os impactos logísticos e garantiu a continuidade do abastecimento. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (14/11) pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti).
A estrutura econômica amazonense manteve-se diversificada, com o setor de Serviços respondendo por 46,35% da economia e movimentando R$ 73,9 bilhões. A Indústria representou 34,07% do PIB, enquanto a Agropecuária respondeu por 4,60% e os Impostos sobre produtos por 14,98%. Entre os principais destaques nos serviços estão Administração Pública (R$ 27,8 bilhões), Outros Serviços (R$ 14,5 bilhões) e Comércio e reparação de veículos (R$ 13,9 bilhões), além das Atividades Imobiliárias e Financeiras, que registraram altas de 6,66% e 9,46%, respectivamente.
Na Indústria, o resultado também foi positivo, com crescimento nominal de 12,47% e total de R$ 55,1 bilhões. A Indústria de Transformação continuou como o maior destaque, representando 27,72% do PIB estadual e registrando alta de 2,21% em volume, impulsionada pelo desempenho do Polo Industrial de Manaus (PIM), especialmente nas linhas de equipamentos de transporte e bebidas. A Indústria Extrativa apresentou leve alta, enquanto a Construção Civil cresceu de forma moderada.
O setor agropecuário movimentou R$ 7,4 bilhões em 2023, reforçando sua relevância para a economia do interior. No cenário regional, o Amazonas se manteve como a segunda maior economia do Norte, atrás apenas do Pará, que somou R$ 254,5 bilhões. Nacionalmente, o PIB brasileiro atingiu R$ 10,9 trilhões, com expansão de 3,24%. O Amazonas permaneceu na 16ª posição entre as unidades da federação, aumentando sua participação no PIB nacional de 1,44% para 1,48%.

