A implantação da primeira Usina Municipal de Carbonização de Resíduos Sólidos Urbanos do Amazonas foi autorizada em Nhamundá, a 383 quilômetros de Manaus, após a concessão da Licença de Instalação nº 054/2026 pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam). A licença, encaminhada para publicação no Diário Oficial do Estado, permite a adoção de um sistema de tratamento térmico de resíduos sólidos urbanos dentro da própria sede do município, após as etapas de coleta seletiva.
A iniciativa surge como alternativa ao modelo atualmente utilizado, que prevê o transporte do lixo por balsa até a Serra do Matió, área que enfrenta limitações territoriais e dificuldades logísticas agravadas pelos períodos de cheia e vazante dos rios. O empreendimento foi licenciado para tratar apenas os resíduos que não podem ser reciclados ou reaproveitados, reduzindo o volume destinado ao vazadouro e possibilitando, futuramente, a remediação ambiental da área hoje utilizada para descarte.
Segundo o Ipaam, o modelo integra a coleta seletiva à carbonização dos resíduos, abrangendo tanto a sede urbana quanto comunidades rurais, áreas mais afastadas e terras indígenas, o que amplia a eficiência do sistema. A experiência de Nhamundá pode servir de referência para outros municípios com características semelhantes no Amazonas. A licença tem validade de um ano e autoriza a construção das estruturas operacionais e administrativas da usina, além da implantação de sistemas de drenagem, controle ambiental e demais instalações de apoio, condicionadas ao cumprimento das exigências ambientais estabelecidas.

