O novo salário mínimo nacional foi reajustado para R$ 1.621, representando um aumento de 6,79%, equivalente a R$ 103 em relação ao valor anterior de R$ 1.518. O reajuste foi confirmado pelo Ministério do Planejamento e Orçamento após a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), indicador utilizado como base para o cálculo anual.
O INPC acumulou alta de 4,18% em 12 meses, percentual que compõe parte da fórmula de correção do salário mínimo. Além da reposição inflacionária, a regra também considera o crescimento da economia registrado dois anos antes. Segundo estimativa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o novo valor deverá injetar cerca de R$ 81,7 bilhões na economia, com reflexos diretos na renda, no consumo e na arrecadação.
A política de valorização do salário mínimo prevê ainda limites impostos pelo arcabouço fiscal, que restringe o ganho real acima da inflação a um intervalo entre 0,6% e 2,5%. Com a revisão do Produto Interno Bruto (PIB), que apontou crescimento de 3,4%, o valor final foi ajustado para R$ 1.620,99 e arredondado para R$ 1.621, conforme estabelece a legislação.

