A previsão do mercado financeiro para a inflação oficial do país foi elevada para 4,36% em 2026, segundo dados do Boletim Focus divulgados nesta semana. O índice, medido pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, acumula a quarta alta consecutiva nas estimativas, em meio a incertezas externas como o conflito no Oriente Médio. Apesar do avanço, a projeção segue dentro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional, que fixa o centro em 3%, com margem de tolerância entre 1,5% e 4,5%.
No cenário monetário, a taxa básica de juros, a Taxa Selic, está atualmente em 14,75% ao ano, após redução recente definida pelo Comitê de Política Monetária. A política de juros continua sendo o principal instrumento para controle da inflação, influenciando diretamente o crédito, o consumo e o ritmo da atividade econômica. A expectativa do mercado é que a Selic encerre 2026 em 12,5% ao ano, com tendência de queda gradual nos anos seguintes, embora o cenário externo ainda possa impactar as decisões.
Em relação ao crescimento econômico, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) foi mantida em 1,85% neste ano, indicando expansão moderada. Para os próximos anos, o mercado estima crescimento entre 1,8% e 2%, enquanto a cotação do dólar deve fechar 2026 em torno de R$ 5,40. Os dados reforçam um cenário de estabilidade com desafios, marcado pelo equilíbrio entre o controle da inflação e o estímulo à atividade econômica no país.

